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Também procurado como: oração para perdoar a mãe · decreto para perdoar o pai · oração para curar a relação com os pais · decreto de perdão aos pais

Decreto para perdoar a mãe ou o pai: texto e como fazer

Para quem carrega mágoa dos pais e não quer mais carregar. Um decreto de perdão que não obriga a aceitar o que doeu nem a reatar a relação.

Resumo

Para quando
A mágoa com a sua mãe ou o seu pai ainda pesa, e você percebe que ela aparece nas suas relações de hoje.
Melhor momento
Num dia calmo, de tarde ou à noite, com tempo para chorar se precisar.
Quantas vezes
Uma vez por dia, por sete dias seguidos. Depois, quando a mágoa voltar.
Elementos (opcional)
Vela branca, uma folha de papel, caneta e um copo d’água.

Para que serve o decreto para perdoar a mãe ou o pai?

Mágoa com pai ou mãe é das mais difíceis de soltar, porque é antiga e porque quase sempre vem junto com amor. A gente quer distância e colo ao mesmo tempo.

Perdoar, aqui, não significa dizer que estava tudo bem. Não significa esquecer, reatar nem se expor de novo a quem machucou. Significa parar de carregar a conta.

Este decreto é isso: devolver o que é deles, ficar com o que é seu e liberar a energia que a mágoa consome há anos.

  • Você revive discussões antigas e ensaia respostas na cabeça.
  • Repete nas suas relações o que mais criticou nos seus pais.
  • Sente culpa por ter raiva de quem te criou.
  • Evita a família inteira para não lidar com um dos dois.

O decreto para perdoar a mãe ou o pai (texto completo)

Leia em voz alta, sozinha, trocando os colchetes. Se preferir, leia olhando para uma foto antiga.

Eu, [seu nome], olho hoje para a minha história com [mãe ou pai]. Reconheço o que recebi e reconheço também o que faltou. Não nego a dor. O que doeu, doeu, e eu não preciso fingir que não. Reconheço que [mãe ou pai] deu o que tinha, com o tamanho que conseguiu ter. Isso explica, e não obriga a mim a aceitar tudo. Eu devolvo, com respeito, o peso que não é meu para carregar. Libero a raiva que me consome e que não muda mais nada do passado. Libero a espera de uma reparação que talvez nunca venha. Eu me dou hoje o cuidado que eu não recebi naquela época. Perdoo para me libertar, e não para apagar o que aconteceu. O passado fica como história. A minha vida segue sendo minha. Assim é.

Como fazer o decreto, passo a passo

Reserve um tempo em que você possa chorar sem ser interrompida. Esse decreto costuma mexer.

  • Escreva uma carta que você nunca vai entregar: diga tudo o que ficou preso, sem filtro e sem educação.
  • Leia a carta em voz alta para você mesma. Só você precisa ouvir.
  • Se quiser, acenda uma vela branca num pires firme, longe de papéis e fora do alcance de crianças e animais.
  • Leia o decreto em voz alta, devagar.
  • Rasgue a carta em pedaços pequenos e jogue no lixo, fora de casa. Não é preciso queimar.
  • Beba um copo d’água e fique alguns minutos em silêncio.
  • Escreva num caderno uma coisa que você vai se dar nesta semana, daquilo que faltou.
  • Acompanhe a vela até o fim ou apague com um abafador ou uma colher de metal. Nunca deixe vela acesa sozinha.

O que costuma acontecer depois?

É comum vir tristeza antes do alívio. Quem finalmente reconhece o que faltou costuma chorar um luto que estava adiado há anos.

Nos dias seguintes, muita gente percebe que consegue pensar nos pais sem o mesmo aperto, e que as conversas antigas param de rodar na cabeça.

Também é comum enxergar padrões: escolhas de parceiros, jeito de reagir a críticas, medo de abandono. Ver é o primeiro passo para mudar.

Quando a ferida pede acompanhamento?

Se houve violência, abuso, abandono grave ou negligência, o decreto é só um começo, e você não precisa atravessar isso sozinha. Esse tipo de ferida se cuida com apoio psicológico, com tempo e com alguém ao lado.

Se vierem pensamentos de morte ou de se machucar, procure agora o CVV 188 (24 h) ou o SAMU 192.

Na limpeza ancestral, a gente devolve à linhagem o que é da linhagem, e na constelação sistêmica dá para enxergar o lugar de cada um nessa família e o que você carregou por lealdade. Atendo em Cotia e online.

As terapias holísticas são complementares e não substituem acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Primeiro a gente conversa; depois você decide.

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Perguntas frequentes

Perdoar obriga a reatar a relação?

Não. Perdão e convivência são coisas separadas. Você pode perdoar e continuar distante, e isso é uma escolha legítima e madura.

Posso fazer se meu pai ou minha mãe já morreu?

Pode, e muita gente faz. A conversa que ficou por fazer pode acontecer assim. Nesses casos, o decreto costuma se juntar ao trabalho do luto.

E se eu não conseguir perdoar?

Não force. Perdão não tem prazo e não se arranca. Se hoje não dá, faça só a parte de devolver o peso e volte ao decreto mais adiante.

Qual a diferença para o decreto de perdão?

O decreto de perdão é geral e serve para qualquer pessoa. Este é específico para pai e mãe, onde entra lealdade de família, culpa e o que faltou na infância.

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Lucila Celete · Terapeuta holística · Cotia/SP e online

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